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Cresce número de escolas em tempo integral no Pará
14/02/2018 - 8h20 em Notícias

                                                          Em apenas um ano, foram criadas sete escola ligadas ao programa de ensino

 

O Programa Ensino Médio em Tempo Integral (EMI), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), tem como foco principal a expansão do tempo de ensino a adolescentes e jovens, a fim de melhor capacitá-los não apenas para as avaliações educacionais e ao mercado de trabalho, mas, também, para os desafios da vida pessoal.

A aprendizagem dos alunos ocorre por meio de aulas e atividades programadas no período de 7h30 às 17 horas, de segunda à sexta-feira em 22 escolas estaduais em sete municípios paraenses.

O Ensino Médio em tempo integral começou em 2012, tendo como escolas piloto a Temístocles de Araújo, na Marambaia, e a Augusto Meira, em São Brás. Em 2014, a Escola Manoel Leite Carneiro, no Tenoné, foi inaugurada e passou a funcionar em tempo integral, o mesmo ocorrendo com a Escola Padre Eduardo, na Ilha do Mosqueiro, em 2015.

O programa no âmbito da Seduc foi intensificado em 2017, com ajuda do Governo Federal às escolas públicas estaduais no País. Este ano, o número de escolas estaduais com Ensino Médio em tempo integral no Pará passou de 15 para 22, aumentando o atendimento de 3.400 alunos para 6 mil estudantes.

Desde o ano passado, a Seduc atua na adaptação de escolas para o regime de tempo integral. As 22 escolas do programa passarão por reforma a partir do cronograma de financiamento do Governo Federal. A Escola Mário Chermont é a primeira a receber a reforma.

Quinze escolas passarão por adaptações este ano, e outras sete em 2019 e 2020. Equipamentos e material didático são repassados para as escolas.

Em 2017, 300 estudantes de Ensino Médio frequentaram em tempo integral a Escola Estadual Professor Temístocles de Araújo, na Marambaia. “Nós começamos a trabalhar tempo integral em 2012, e tem sido um avanço pedagógico para professores, porque além  das aulas em sala eles atuam em oficinas, projetos e no planejamento das atividades na própria escola”, explica o diretor da escola, Jedir Gomes.

Fora das aulas regulares, os estudantes participam de oficinas, como atividades programadas no laboratório multidisciplinar da escola; xadrez escolar; informática e ainda vôlei e futsal. São desenvolvidos projetos como o de orientação contra o uso de drogas e o de ensino de violão e flauta doce.

A aprovação de 16 calouros da “Temístocles de Araújo” é atribuída ao programa. “Temos uma média de oito a dez alunos de Ensino Médio que chegam à escola vindos de escolas particulares para o tempo integral”, arrematou o diretor Jedir Gomes.

Alunos do 2º ano do EMI na “Temístocles de Araújo”, os estudantes Joyce Ribeiro,15 anos, e Wallace Brasil, 18 anos, aproveitam as aulas e atividades na escola. “Eu aprendo mais no Tempo Integral, me preparo melhor para as provas”, disse Joyce, que pretende ser médica. Wallace quer ser professor de Educação Física e não titubeia ao falar sobre a sistemática de ensino: o tempo que fico na escola me incentiva a estudar, porque aqui eu tenho aulas e oficinas”.

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