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Aproveitamento de água da chuva dá prêmio a estudantes da UFPA
11/10/2018 12:06 em Notícias

 Premiação foi realizada no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

 

Estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) venceram prêmio internacional em disputa com mais de 100 projetos de tecnologia voltada à transformação social. A premiação foi no Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Os alunos foram agraciados por um projeto do filtro de água potável que aproveita água da chuva.

O projeto já havia sido premiado em 2017 pela Fundação Banco do Brasil,  que certificou o Sistema de Aproveitamento de Água de Chuva (SAAC), do Grupo de Pesquisa Aproveitamento de Água da Chuva, da UFPA, como uma tecnologia social (Tecnologia Social de Aproveitamento de Água de Chuva na Amazônia).  A ideia tem o objetivo de minimizar a incidência de doenças hidrotransmissíveis sobre populações residentes em áreas isoladas da Amazônia.  O sistema favorece a ampliação do acesso à água potável.

O Sistema de Aproveitamento da Água da Chuva teve suas pesquisas iniciadas em 2007 e foi implantado, pela primeira vez, em 2011, na ilha Grande (atrás da ilha do Combu). O sistema funciona da seguinte forma: a água da chuva escorre por calhas, equipadas com um dispositivo automático que elimina a maior parte das impurezas do telhado.

Em seguida, o líquido vai para um filtro de areia fina e cascalho e, depois, para uma segunda caixa d’água, com uma torneira. A última etapa, realizada pelos moradores, é recolher e desinfectar a água com hipoclorito de sódio (duas gotas para cada litro de água).

Após chacoalhar a água, esta deve “descansar” por cerca de 30 minutos. Daí em diante, a água já está adequada para consumo.Além da instalação e monitoramento do sistema, o projeto também inclui discussões com a sociedade local, análise dos efeitos do SAAC na região e ações de educação sanitária, ambiental e cidadã.

 

 “A tecnologia social não é apenas o equipamento. Ela reúne tanto a engenharia quanto os conhecimentos da sociedade. A comunidade local é o centro da tecnologia. Por isso sempre são realizadas discussões sobre doenças hidrotransmissíveis, o ciclo da água, as formas de uso da água e como esta influencia na saúde humana”, esclarece o professor Ronaldo Mendes, um dos orientadores do projeto.

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