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Feminicídio: Jornalista relata medo de agressor ser solto
11/02/2019 05:38 em Notícias

"Está sendo difícil ter que argumentar que não fui eu que me esfaqueei, que não fui eu que agredi aquele homem". Leia o depoimento na íntegra:

 

A jornalista Dandara de Almeida, 30, vítima de tentativa de feminicídio em fevereiro de 2017, escreveu um relato cheio de dor e revolta em seu Facebook na manhã deste sábado (9). A comunicóloga, que precisou trocar de profissão depois do crime, desabafou sobre o medo de ver seu agressor solto - já que o mesmo, além de não confessar o ato, ainda a culpabiliza.

O relato de Dandara foi publicado nas redes sociais cinco dias antes do julgamento do acusado, marcado para o próximo dia 14 de fevereiro, a partir das 8h, no Fórum Criminal de Belém.

O agressor é o educador físico Luis Roberto Correia Baima, 41, que está preso desde o dia em que tentou matá-la, há quase dois anos. Ele invadiu sua casa e a esfaqueou no pescoço. Luis também tentou matar a mãe da jornalista e agrediu a avó.

VEJA A ÍNTEGRA DO RELATO:

Dandara e o réu tiveram um longo relacionamento e, na época do crime, estavam separados. Ele não aceitava o fim da relação e, por isso, perseguia a vítima, que estava decidida a não reatar.No dia da tentativa de feminicídio, ele invadiu a casa da ex-namorada com uma faca. Em luta corporal, ela foi atingida no pescoço, mas conseguiu fugir e pediu a ajuda dos vizinhos.

GASOLINA E FITA ISOLANTE

No carro do acusado, que estava próximo ao local do crime, foram encontrados gasolina, tesoura, cordas e fita isolante. Apesar de alegar que o material era "instrumento de trabalho", a polícia suspeita que o plano do réu era matar a vítima e queimar o corpo.

Dandara Almeida: para escapar, jornalista teve que pedir ajuda aos vizinhos

No Dia da Mulher daquele ano, celebrado cerca de um mês após a tentativa de feminicídio sofrida por Dandara, ela também postou em seu Facebook um longo relato, o qual ela intitulou como "Depoimento de uma sobrevivente", sobre a violência sofrida.

Atualmente, mesmo depois de dois anos do acontecimento e com provas claras e testemunhas substanciais do caso, Dandara ainda clama por justiça e para que seu agressor não seja solto após o julgamento.

Fonte: O Liberal

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