Volume
Rádio Offline
Redes
Sociais
Gás de cozinha no Pará foi o sétimo mais caro do país, afirma Dieese
10/07/2019 09:59 em Notícias

 

 

Presidente de sindicato contesta a metodologia da pesquisa

 

O botijão de gás de cozinha de 13 kilos comercializado no Pará foi o sétimo mais caro do país, no mês de junho, e o sexto mais caro entre os estados da região Norte. O produto foi vendido a um preço médio de R$ 76,67, o que significa que esteve 0,36% mais caro do que em maio, quando foi registrado a R$ 76,39. Os dados são de estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/ PA), com base nos dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

Apesar da média do preço em junho de R$ 76,67, o menor preço encontrado foi R$ 65 e o maior, R$ 100. O presidente executivo do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado do Pará (Sergap), Francinaldo Oliveira, coloca em dúvida o levantamento da ANP e do Dieese pois, para ele, a pesquisa não considera "a extensão continental do Estado do Pará". "É preciso destacar que a maioria da população do Pará está concentrada na Região Metropolitana de Belém (RMB), onde o preço está entre os dez mais baratos do Brasil. Você não pode, simplesmente, incluir os preços de municípios do sul do Pará, como Xinguara. Dessa maneira você acaba passando um cenário que não é real", critica.

 

Em Belém, também durante o mês de junho, o preço médio praticado foi de R$ 69,31, com variação de R$ 65 a R$ 85. Entre os municípios paraenses, Xinguara foi o que comercializou o botijão de gás mais caro, custando R$ 95,83, com o menor preço a R$ 95,00 e o maior a R$ 100,00.

 

O empresário David Nascimento, durante o mês de junho, praticou preços diferentes em seus quatro pontos de venda na Grande Belém. Nos bairros de Canudos e Jurunas, o valor do botijão de 13 quilos foi R$ 75, no ponto, e R$ 80 com entrega a domicílio. Na loja do município de Marituba, por outro lado, o preço na porta é R$ 77, enquanto o da entrega custa também R$ 80. No ponto da avenida Augusto Montenegro foram estabelecidos os preços mais baratos: R$ 72 na loja e R$ 75 a domicílio.

 

De acordo com o comerciante, os preços são fixados a partir da concorrência encontrada em cada um dos locais. Ele reclama que a venda clandestina de gás representa uma disputa desleal, que obrigaria o empresário regularizado a perder margem de lucro para tornar seus preços mais competitivos. "Quando você não cumpre as normas, como é o caso dos clandestinos, é mais fácil você colocar preços mais baratos. Mas, para mim, que sou fiscalizado pela Agência Nacional do Petróleo, que já fiscalizou meu negócio sete vezes em dez anos, você precisa utilizar os equipamentos adequados. Para você ter uma ideia, só o triciclo apropriado para fazer o transporte do botijão custa R$ 24 mil. Você precisa recuperar esses investimentos com a venda", afirma.

 

Em âmbito nacional, o Estado do Mato Grosso foi onde no mês passado foi praticado o maior preço médio do botijão: R$ 97,16, com variação de R$ 70 a R$ 115. Em seguida, aparece o Estado de Roraima, com o preço médio de R$ 84,22, com os preços variando entre R$ 80 a R$ 87, e depois o Estado de Tocantins, que vendeu o produto, em média, a R$ 81,46, variando entre R$ 65 e R$ 93.

 

 

Fonte: O liberal

COMENTÁRIOS