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Combate ao aedes aegypti exige cuidados dobrados no período chuvoso
12/01/2018 07:47 em Notícias

 

Acúmulo de água facilita a reprodução do mosquito transmissor

O inverno amazônico é conhecido por seu alto volume de chuvas, muitas vezes diárias e torrenciais. Pelas quedas na temperatura e o fácil acúmulo de água em recipientes desprotegidos, é também uma época muito propícia para a proliferação do mosquito aedes aegypti, o que aumenta os riscos de doenças como dengue, chikungunya e zika, transmitidas pelo inseto.

Por isso, é imprescindível redobrar os cuidados para prevenir a doença quando essa época chega. É o que alerta a médica infectologista Helena Brígida. Não deixar pneus expostos, garrafas destampadas, baldes, limpar as calha e denunciar terrenos baldios são algumas das principais medidas. “A melhor forma de prevenção é não deixar que se criem focos para o mosquito, que deposita seus ovos próximos a recipientes com água parada”, orienta.

Para a especialista, esse tipo de precaução é importante em Belém devido a precariedade do saneamento básico da cidade. “Essa falta de um saneamento adequado facilita muito a transmissão”, alega.

Outro cuidado necessário é ficar atento a ocorrência de sintomas e buscar atendimento em caso de qualquer suspeita. “No atendimento, o profissional vai verificar se o mal-estar do paciente é realmente decorrente da doença e então tratar os sintomas para que ela não se agrave”, explica Brígida.

SINTOMAS

A dengue, geralmente, ocasiona febre alta, dor no corpo, manchas na pele, ardor nos olhos e dor de cabeça. Os sintomas da chikungunya e da zika são bem parecidos, com a diferença de que as dores no corpo são bem mais fortes e a febre não é tão alta. “A dengue costuma ser uma doença branda, mas que, se não tratada, pode se agravar, levando a problemas respiratórios que podem exigir uma internação na UTI de um hospital e até mesmo levar à morte”, esclarece.

Já a chikungunya e a zika, garante a infectologista, são doenças mais leves, com raros casos de morte. “O maior risco da zika, na verdade, é em grávidas, devido à microcefalia”, conta.

Na chikungunya, o problema são as sequelas, pois a doença pode deixar dores nas juntas dos ossos que podem durar a vida toda.

 

 

(Arthur Medeiros/Diário do Pará)

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