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Alvo de operação em Tucuruí continua foragido
05/12/2018 00:10 em Notícias

Ex-prefeito Sancler Ferreira teve prisão preventiva decretada

Foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Tucuruí, a “Operação Alcobaça”, que investiga fraudes em licitações no município. Os alvos são pessoas que ocupam cargos no Poder Público Municipal e empresários - 17 em Tucuruí e dois em Belém. Um dos investigados, o ex-prefeito Sancler Antônio Wanderley Ferreira, teve a prisão preventiva decretada, mas até o fechamento desta matéria não havia sido localizado nos endereços a ele atribuídos nas duas cidades. A suspeita do MPPA é de que o desvio de dinheiro público chegue a mais de cem milhões de reais em valores atualizados.

Com o apoio de policiais civis e militares, dez promotores de Justiça do órgão, num total de 33 agentes, cumprem 19 mandados, sendo 12 de prisão preventiva, três de prisão domiciliar e quatro de busca e apreensão. Os investigados são acusados dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, de acordo com a conduta de cada um. As ações ocorreram no período da gestão do ex-prefeito Sancler Ferreira à frente do executivo municipal.

Até as 17h de ontém (4), quando foi feito um balanço pelo MPPA, haviam sido cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, três prisões domiciliares e os quatro de busca e apreensão.

Os alvos são Sancler Ferreira (ex-prefeito), Ronaldo Voloski (ex-chefe de gabinete), Francisco Souto Júnior (ex-assessor do gabinete), Anisio Pacheco (ex-secretário municipal), Aline Furtado (sócia de empresa, seria “laranja”), Maria José Araújo (esposa de ex-chefe de gabinete), Cristiane Gouveia (empresária), Raimundo Germano (ex-secretário municipal), Adriana Higino (esposa do ex-chefe de departamento de tributos), Márcio Kamizono (ex-secretário municipal), Édson Furtado da Costa (chefe do departamento de tributos), Luana Pantoja (servidora da prefeitura), Orlando Neto (secretário municipal), Anderson Furtado (sócio de empresa), Lucas Menezes (funcionário de empresa), Luiz Guilherme Araújo (funcionário de empresa), Adeval Gouveia Souza (empresário) e Mariely Belich (ex-secretária).

Ainda de acordo com o balanço do Ministério Público, só três pessoas estavam foragidas até as 17h: Sancler Ferreira, Lucas Menezes e Orlando Neto.

A única mulher que teve a prisão preventiva decretada foi Luana Pantoja, servidora da prefeitura, enquanto as demais cumprirão prisão domiciliar. Os promotores de Justiça Amanda Luciana Lobato e Carlos Alberto Lopes estão à frente das investigações e contam com o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e Grupo de Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público do Estado.

 

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