
Foto: Reunião do Movimento Sem Terra | Foto: Reprodução/Portal Debate
Manifestação do MST no Incra de Marabá
Desde segunda-feira (31), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estão mobilizados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Marabá. O ato reúne trabalhadores de várias regiões do estado e tem como objetivo pressionar as autoridades para avançar nas negociações sobre a regularização fundiária e melhorias na infraestrutura dos assentamentos.
Principais Reivindicações
O MST exige a regularização de terras onde vivem aproximadamente 10 mil famílias, incluindo os acampamentos Terra e Liberdade, em Parauapebas, e Oziel Alves, em Canaã dos Carajás. Além disso, o movimento reivindica melhorias na infraestrutura dos assentamentos, bem como acesso a crédito agrícola e a construção de escolas em áreas rurais.
Contexto e Motivações
A mobilização ocorre após um período de três meses sem avanços nas negociações com o governo e a mineradora Vale. Anteriormente, em dezembro, o MST ocupou a Estrada de Ferro Carajás para pressionar por suas demandas, que, segundo o movimento, não tiveram progressos.
Diante disso, após esse protesto, foi realizada uma reunião com representantes do governo e da mineradora, na qual se estabeleceu o prazo de 31 de março para uma resposta. No entanto, como não houve solução, o grupo decidiu, assim, retomar os atos públicos.
Posicionamento do Incra
O Incra divulgou uma nota informando que as demandas foram recebidas e estão em discussão. Nesse sentido, segundo o órgão, as negociações envolvem a regularização das áreas ocupadas bem como melhorias na infraestrutura dos assentamentos. Porém, até o momento, não há previsão para a desocupação da sede do instituto.
Luta pela Reforma Agrária
A manifestação integra a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, promovida anualmente pelo MST até 17 de abril. Nesse contexto, esse período traz à memória o Massacre de Eldorado dos Carajás, que ocorreu em 1996, além de incluir diversas mobilizações organizadas pelo movimento em diferentes regiões do país.
Os manifestantes afirmam que permanecerão no local até que haja avanços concretos nos diálogos com os órgãos responsáveis.
Fonte: Portal Debate