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Caranguejos sentem dor ao serem cozidos vivos, diz estudo
24/11/2021 07:11 em Notícias

Nova pesquisa levou o governo britânico a incluir polvos, lagostas e caranguejos em lei de proteção ao bem-estar animal

Com informações umsoplaneta

De entrada a pratos principais, lagostas, polvos e caranguejos são os queridinhos dos fãs de frutos do mar. O que algumas pessoas talvez não saibam é que muitos desses animais são cozidos ainda vivos em água fervente, uma prática culinária comum em diversos país, incluindo o Brasil. No entanto, essa pratica no preparo pode sofrer algumas mudanças.

Um nova revisão científica publicada no Reino Unido mostra que crustáceos decápodes e moluscos cefalópodes possuem sistema nervoso central e, portanto, são seres sencientes, dotados de sensibilidade. Os crustáceos decápodes incluem camarão, lagosta, lagostim e caranguejo. Os moluscos cefalópodes incluem lulas, polvos e chocos. Isso significa que esses animais sentem dor.

Diante disso, o governo britânico resolveu incluir as criaturas numa lei de proteção ao bem-estar animal, afim de reduzir a exposição a estímulos que lhe causem sofrimento. Após analisar mais de 300 estudos sobre senciência animal, os pesquisadores recomendam o fim da prática de fervura do animal vivo, que consideram um método "extremo de abate", bem como outras práticas comerciais, como a venda de crustáceos vivos para manipuladores não treinados e "ablação do pedúnculo ocular", técnica realizada no glóbulo ocular de camarões para influenciar o processo de reprodução.

"O projeto de lei fornece uma garantia crucial de que o bem-estar animal é corretamente considerado. A ciência agora está clara que decápodes e cefalópodes podem sentir dor e, portanto, é justo que sejam cobertos por esta parte vital da legislação", disse o Ministro do Bem-Estar Animal britânico, Lord Zac Goldsmith, em um comunicado.

Para o Dr. Jonathan Birch, pesquisador da London School of Economics e líder do estudo, a emenda legislativa também ajudará a sanar uma grande inconsistência. "Os polvos e outros cefalópodes foram protegidos pela ciência durante anos, mas não receberam nenhuma proteção externa à ciência até agora. Uma maneira que o Reino Unido pode liderar no bem-estar animal é protegendo esses animais invertebrados que os humanos frequentemente desconsideram completamente", disse em nota.

 

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