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Educadores de Parauapebas farão paralização no próximo dia 10/04

Written by on 3 de abril de 2025

Educadores de Parauapebas farão paralização no próximo dia 10/04

Foto: Blog Zé Dudu/Reprodução


Asselmbleia Gera

Na noite de terça-feira (1º), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) convocou uma assembleia geral, onde os servidores da educação da rede municipal de Parauapebas decidiram realizar uma paralisação de um dia. O objetivo é pressionar a prefeitura a reabrir as negociações sobre o reajuste salarial do funcionalismo público municipal, entre outras demandas.

Paralisação

A paralisação está agendada para o dia 10; portanto, o Sintepp já iniciou a mobilização para garantir a participação dos educadores de todas as 76 escolas e 36 anexos, com a campanha “Vamos parar pro diálogo voltar”. Essa ação, por sua vez, responde à decisão do prefeito Aurélio Goiano de encerrar unilateralmente a mesa de negociação por meio de um ofício, o que os sindicatos consideraram “desrespeitoso”. Esses sindicatos, além disso, tentam negociar com o governo desde janeiro, que é a data-base dos servidores.

Rejeição ao Reajuste

Assim como outras categorias de servidores municipais de Parauapebas, os educadores não aceitam o reajuste salarial de 5% proposto pelo prefeito Aurélio Goiano. “Nosso reajuste sempre se baseou no percentual do piso do magistério”, destaca Raimundo Moura, coordenador-geral do Sintepp em Parauapebas, ao lembrar que este ano o piso foi de 6,27%.

Juntamente com os sindicatos dos Servidores da Saúde (SindSaúde) e dos Servidores Públicos do município (Sinseppar), o Sintepp exige um reajuste salarial de pelo menos 7,5%, para que a categoria consiga um ganho real, considerando que, em 2024, a inflação consumiu 4,85% dos salários.

Acordo sobre Vale-Alimentação

Antes de a prefeitura surpreender os sindicatos com o encerramento repentino da mesa de negociação, as partes, no entanto, haviam chegado a um acordo: aumentar o valor do vale-alimentação de R$ 1,3 mil para R$ 1,5 mil. Além disso, a prefeitura deveria ter enviado o projeto de lei para formalizar esse reajuste ao Legislativo municipal para aprovação; no entanto, isso ainda não ocorreu.

Direitos do PCCR

Outra demanda do Sintepp é que a prefeitura mantenha os direitos estabelecidos no Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCR) da categoria, especialmente diante da ameaça de cortes nas gratificações “de difícil acesso” para professores do campo e da educação especial, um tema que também não avançou nas negociações.

Críticas ao Governo

“Nos 100 dias do Governo Aurélio, enfrentamos diversos tipos de constrangimentos. Servidores da educação têm sido maltratados e perseguidos em suas escolas, a educação carece de propostas claras de atividades, as escolas estão sem manutenção, e a representação sindical enfrenta grandes dificuldades para dialogar com o prefeito, que não compreende a administração pública. Ele não sabe como tratar, administrar ou propor, mas sabe ameaçar servidores com exposição pública”, afirma o Sintepp em um manifesto convocando para o dia de paralisação.

Raimundo Moura ressalta que não há intenção de radicalizar o movimento com uma greve, mas, caso o prefeito continue a ignorar os servidores, essa possibilidade será avaliada e apresentada à categoria.

Fonte: Blog Zé Dudu


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