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Profissionais de delivery anunciam greve nacional em mais uma mobilização do movimento “Breque dos Apps”.

Written by on 24 de março de 2025

Motociclistas de aplicativo em Parauapebas farão greve em apoio ao “Breque Nacional dos Apps”.

Motociclistas de aplicativo em Parauapebas farão greve em apoio ao "Breque Nacional dos Apps"

Foto: Reprodução/Portal Pebinha de Açúcar


Greve de motociclistas em Parauapebas pressiona por melhores tarifas e condições de trabalho

Em um primeiro momento, os motociclistas de aplicativo de Parauapebas, no sudeste paraense, aderirão à paralisação nacional na próxima segunda-feira (31/03). Vale destacar que o movimento, que já conta com a participação de profissionais em 20 estados brasileiros, tem como pauta principal a luta por remuneração mais justa. Além disso, a concentração está marcada para as 9h na Praça dos Esportes Radicais, local que se tornará o ponto central das reivindicações por melhores condições laborais.

Conforme relatado pela categoria, os trabalhadores enfrentam uma série de desafios: valores irrisórios por corrida, gastos elevados com manutenção de veículos e combustível, além dos constantes riscos de segurança durante os serviços. Segundo os líderes do movimento, as atuais regras tarifárias do município acabam por prejudicar os profissionais, que em diversas situações recebem apenas R$ 0,80 por quilômetro rodado, valor que não cobre sequer os custos básicos da atividade.

Conflito com moto táxis e falta de regulamentação

A insatisfação aumentou após a publicação do Decreto nº 419/2023, que fixa os preços para o moto táxi no município: R$ 10 durante o dia (6h às 22h) e R$ 15 à noite (22h às 6h). No entanto, os motociclistas de aplicativos não são beneficiados pela medida e criticam a falta de um piso mínimo para suas corridas.

Além disso, os trabalhadores relatam ser vítimas de golpes, perfis falsos e assaltos, colocando sua segurança em risco.

Protesto busca pressionar plataformas e governo

A greve, que segue até 1º de abril, tem como objetivo pressionar as empresas de aplicativo e o poder público a estabelecerem valores mais justos e garantirem maior proteção aos profissionais. Além disso, os organizadores pedem que a população evite solicitar corridas e entregas nesse período em solidariedade ao movimento.

Da mesma forma, entregadores de comida por aplicativo também devem aderir ao protesto, exigindo melhores condições de trabalho e remuneração digna. Por fim, a mobilização reflete uma onda nacional de protestos contra a precarização do trabalho por plataformas digitais, demonstrando claramente a urgência de regulamentação e diálogo entre trabalhadores, empresas e governo.

Breque dos Apps: protesto em massa pede aumento por km e proteção a ciclistas

A mobilização, considerada a maior já realizada pela categoria, está sendo coordenada pelo coletivo ANEA (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos) e já conta com adesão em 20 estados, segundo informações divulgadas no perfil Breque Nacional dos Apps.

Principais demandas dos manifestantes:

  • Aumento do valor mínimo por entrega: de R$ 6,50 para R$ 10,00.
  • Reajuste na taxa por quilômetro: de R$ 1,50 para R$ 2,50, garantindo uma cobertura justa dos custos de deslocamento.
  • Limitação de distância para ciclistas: máximo de 3 km por pedido, considerando os limites físicos dos trabalhadores
  • Fim dos descontos em entregas múltiplas: pagamento integral por cada pedido, mesmo quando realizados no mesmo trajeto

Abaixo-assinado

Em um abaixo-assinado, os organizadores destacam que há três anos as plataformas não ajustam os ganhos dos trabalhadores: “Tudo está mais caro, como comida, água, luz, gasolina, manutenção da moto/bike, roupas, utensílios domésticos, entre outros… Mas apenas nossos serviços não tiveram aumento, o que compromete nossa sobrevivência!”.

Nas artes de convocação dos motoboys e motogirls, é ressaltado: “Heróis na pandemia, escravos atualmente”.

A escolha da data, segundo os organizadores, tem o objetivo de denunciar os aplicativos, fazendo alusão ao “Dia da Mentira”, celebrado em 1º de abril. Assim, os entregadores devem expor as mentiras que os aplicativos propagam, revelando as difíceis condições a que são submetidos. Além disso, a escolha de segunda e terça-feira busca garantir uma maior adesão da categoria ao movimento.

Fonte: Portal Pebinha de Açucar


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